A Primeira Presidência (Quórum de maior autoridade dentro da Igreja) está pedindo aos membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Igreja Mórmon) que se oponham as propostas de lei que visam legalizar o suicídio assistido por médico e uso de maconha recreativa, em quatro Estados Norte Americanos.

O Presidente da Igreja, Thomas S. Monson e seus conselheiros, enviaram uma carta na última quarta-feira para os membros que moram no Colorado, onde Proposição 106 visa legalizar suicídio assistido por médico.

 “Exortamos os membros da Igreja a deixar que suas vozes sejam ouvidas em oposição as medidas que legalizariam o suicídio assistido por médico”, disse a carta assinada pelo Presidente Monson, o Presidente Henry B. Eyring e o Presidente Dieter F. Uchtdorf, que compõem a Primeira Presidência de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias.
Eles enviaram uma carta semelhante quarta-feira para membros do Arizona, da Califórnia e de Nevada sobre a legislação de maconha.
“Exortamos os membros da Igreja a deixar que suas vozes sejam ouvidas em oposição à legalização do consumo de maconha recreativa”, disseram pela carta.
Os líderes da Igreja SUD explicaram que este apelo para se opor as medidas se baseia tanto nas normas da Igreja quanto em pesquisas.
As cartas são também um exemplo da determinação da Igreja de afirmar que a Constituição dos Estados Unidos lhe concede o direito de opinar em praça pública – tanto a Igreja coletivamente, como seus membros individualmente. No Colorado, os bispos católicos estão mantendo a mesma posição. Seu site “Opor-se a Proposição 106” contém uma citação do Papa Francisco: “Um bom católico intromete-se na política, oferecendo o melhor de si mesmo, de modo que aqueles que governam podem governar.”
Como estas questões afetam, em maior ou menor grau, pessoas de outras nações, inclusive nós no Brasil, podemos nos juntar em oração, com o restante da Igreja, para que as drogas e o suicídio continuem a ser repudiados lá no Leste dos Estados Unidos e também onde quer que vivamos.

 

Normas da Igreja

O Manual de Administração da Igreja explica que a Igreja é contra a eutanásia e também contra o suicídio assistido: “Define-se eutanásia como a ação deliberada de provocar a morte de uma pessoa que esteja sofrendo de uma condição ou doença incurável. Uma pessoa que participe de uma eutanásia, inclusive o assim chamado “suicídio assistido”, viola os mandamentos de Deus” (item  21.3.3)

Não obstante, sobre prolongamento da vida, as instruções são: “Nos casos de doença grave, os membros devem exercer fé no Senhor e procurar atendimento médico competente. No entanto, quando a morte se torna inevitável, ela deve ser encarada como uma bênção e uma parte significativa de nossa existência eterna. Os membros não devem sentir-se obrigados a prolongar a vida mortal por meios que não sejam razoáveis. Quem melhor pode tomar essa decisão são os membros da família, depois de receber conselhos médicos competentes e sensatos e de procurar a orientação divina por meio do jejum e da oração.” (item 21:.3.8)

E para finalizar, as normas sobre drogas são: “Os membros não devem usar nenhuma substância que contenha drogas ilegais, tampouco devem usar substâncias prejudiciais ou que causem dependência, exceto quando prescritas por um médico competente.” (item 21.3.11)

 

Para ler a visão da Igreja sobre o Suicídio clique aqui.

Para ler a posição sobre as drogas aqui.
Para mais informações leia a notícia original publicada no Desert News.

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