A quantidade de ateus tem aumentado nos Estados Unidos nas últimas décadas. Os livros com temas antirreligiosos tornaram-se os mais vendidos, a cultura tornou-se cada vez mais secular e a filiação religiosa diminuiu entre a população. Felizmente, os santos dos últimos dias têm as doutrinas do Evangelho restaurado, que são ferramentas poderosas para refutar os argumentos de um ateu. Abaixo eu forneci alguns exemplos de como isso aconteceu.

A objeção mais comum de um ateu à crença em Deus é Sua invisibilidade. “Não acredito em coisas que não vejo”, diz o ateu, “então não tenho mais motivos para acreditar em Deus do que tenho para acreditar no Bicho Papão”. Os mórmons, porém, acreditam que o conhecimento não vem exclusivamente por meio dos sentidos; também pode vir por revelação pessoal. A maioria dos santos dos últimos dias acredita em Deus não porque eles O viram, mas porque eles sabem por meio de um testemunho espiritual que Ele existe.

Os ateus, é claro, não dão valor às experiências espirituais. Em vez disso, eles as consideram meras ilusões — peças que nosso cérebro prega em nós. A mente se desenvolveu para acreditar em bobagens, diz o ateu, então podemos descartar as experiências espirituais por serem exatamente isso.

Cavando a própria cova

Mas observe a cova que os ateus cavam para si mesmos. Ao afirmar que nosso cérebro é uma poderosa máquina de decepção, eles anulam a validade da própria ciência. Se podemos descartar as experiências espirituais (tais como “sentir o Espírito Santo”) ao apelar para a química do cérebro, então também podemos dispensar as experiências sensoriais do mesmo modo e pelos mesmos motivos. Se o nosso cérebro foi feito para nos enganar, por que deveríamos acreditar em afirmações tais como as evidências da evolução, da relatividade ou de qualquer outra teoria científica?

Se afirmamos que a religião é útil (para tornar as pessoas altruístas, honestas e entrosadas), o ateu dirá que ela é uma “mentira inútil”. Mas será que a mesma coisa não poderia ser dita sobre a ciência e de suas realizações tecnológicas? O ateu não tem nenhuma resposta, apenas puro preconceito contra o conhecimento espiritual. Um ateu que tenta desmerecer a religião acaba desmerecendo a ciência também.

Cremos que Deus é um ser visível e tangível

Embora a suposição do ateu que só sabemos das coisas que conseguimos ver seja infundada, os santos dos últimos dias acreditam que Deus é um ser tangível e visível (D&C 130). Acreditamos que vimos Deus na vida pré-mortal, esperamos vê-lo na outra vida e cremos que muitas almas privilegiadas tiveram o privilégio de vê-Lo nesta vida.

Mais uma vez, o ateu não aceita isso e diz que todas as visões de Deus são alucinações. Mas por que eles aceitam com facilidade as provas sensoriais quando se trata de ciência, mas não quando se trata de Deus? Parece que para o ateu, ele precisa “ver para crer” até que alguém veja algo de que eles não gostam e passem a chamar de “ilusão”.

Observe também que o próprio ateu acredita em muitas coisas que não vê. Por exemplo, a maioria dos ateus acreditam em princípios morais, mas quando foi que alguém já viu estas entidades chamadas “bem” e “mal”? Se nossas experiências com Deus são “apenas sentimentos” que podemos ignorar, então por que nossas experiências com o certo e o errado também não são “apenas sentimentos” que também podemos ignorar? “Moral” é simplesmente um nome que damos a determinados comportamentos que preferimos, mas nossa preferência por eles, assim como a nossa crença em Deus, não são apenas produtos da evolução que agora podemos desconsiderar?

Pode a ciência ensinar princípios morais?

Alguns ateus afirmam que aprendem princípios morais com a ciência (por exemplo, ao apelar para o “altruísmo recíproco” visto entre alguns organismos biológicos), mas só porque somos levados a fazer algo por causa da evolução não significa que temos a obrigação moral de fazê-la. Afinal, somos influenciados pela evolução para praticar o mal assim como para praticar o bem.

A ciência também trabalha com o princípio da refutabilidade, mas nenhum cientista está disposto a refutar a moral com o aparecimento de novas provas. Consegue imaginar um cientista olhando em um microscópio e declarando: “Descobri que nossas proibições morais contra a tortura de crianças são falsas”? Uma vez que nenhum ateu está disposto a refutar seus valores morais, essa é a prova cabal de que eles fazem exatamente o que eles acusam os religiosos de fazer: acreditar em coisas para as quais não há provas científicas.

A questão do sofrimento no mundo

Outro argumento comum do ateu é dizer que não existe Deus porque um Deus todo-poderoso e justo não permitiria a maldade e o sofrimento que prevalecem no mundo. Mas as doutrinas SUD sobre o arbítrio, p progresso eterno e a natureza de Deus dão-nos respaldo para responder a essa alegação.

Para os santos dos últimos dias o propósito central desta vida e a “obra e glória” do próprio Deus é levar a efeito nosso progresso rumo à vida eterna (Moisés 1:39). Se o progresso é a questão da mortalidade e exige sofrimento, então sofrer está inevitavelmente ligado ao propósito da vida. Uma vez que entendemos esse fato básico sobre Deus e sobre nós mesmos, concluímos a seguinte verdade profunda: Deus permitirá permite o sofrimento uma vez que ele promove o nosso crescimento.

Deus obedece leis

Os mórmons também conseguem responder sobre o problema do mal ao entender que Deus é sujeito a Sua própria natureza. Enquanto os mórmons acreditam em um Deus todo-poderoso, temos de ser claros sobre o que isso significa: Deus não podem tanto nos amar e não nos amar ao mesmo tempo, nem criar uma pedra que é muito pesada e que não consiga levantar. Além disso, as escrituras dizem-nos, que Deus não pode permitir que a misericórdia roube a justiça (Alma 42:25).

Deus, em outras palavras, é limitado por Sua própria divindade. Acreditamos na onipotência de Deus, mas somente ao grau de que ela é consoante com a Sua natureza. Será que se Deus acabasse com todo o nosso sofrimento e ainda alcançaria Seus propósitos? Aparentemente não. Isto não rouba a Ele ou a Sua onipotência, mas só mostraria que Ele seria capaz de ir contra sua própria natureza se Ele desafiasse este princípio.

Arbítrio

A maioria das outras denominações cristãs acreditam que Deus nos criou do nada; os santos dos últimos dias, por outro lado, acreditam que nossa inteligência e nosso arbítrio são eternos com Deus. Isto significa que Deus respeita nossa vontade mesmo que a usemos de maneira errada (D&C 93). Escolher a indolência pode levar à pobreza, escolher o egoísmo pode levar à solidão, escolher ignorar a Palavra de Sabedoria pode levar a vícios, etc. Deus não conseguiria acabar com o sofrimento sem acabar também com nosso arbítrio. As escolhas das pessoas são o motivo (talvez da maioria) do sofrimento que há no mundo. As escolhas injustas de líderes políticos, a não a vontade de Deus, causaram duas guerras mundiais, o genocídio na época de Hitler, a fome na época de Mao, a opressão de Stalin e muitas outras grandes calamidades da história do mundo.

Os ateus não sabem, mas também têm fé

Finalmente, os ateus afirmam que a fé é o cúmulo da ilusão, e ainda assim todo mundo, inclusive os ateus, têm fé em algo. G.K. Chesterton afirmou: “Se o homem não acredita em Deus, não acredita em nada”. Quando os ateus abandonam as crenças tradicionais, eles giram em torno de alternativas novas e seculares, como o marxismo, o progressivismo político, o humanismo, o pós-modernismo ou o cientificismo — cada uma das quais se baseia em suposições que exigem enormes saltos de fé para aceitar.

Não é por acaso que os lugares menos religiosos na sociedade — as faculdades e universidades — também são as mais rápidas em adotar as crenças seculares mais bizarras. Os professores ateus de ciências humanas continuam a afirmar, contrariando todas as evidências científicas, que não há nenhuma diferença biológica entre homens e mulheres e que o gênero é uma “construção social” patriarcal. O Marxismo foi tão forjado quanto qualquer outra teoria social pode ser, ainda assim, os ateus nos departamentos de pesquisas sociais continuam a agarrar-se a ele mesmo assim — eles precisam desesperadamente de uma crença.

À medida que os santos dos últimos dias vão crescendo no conhecimento do Evangelho, eles também crescem na sua capacidade de combater o ateísmo galopante de nossos dias e ajudam a refutar as crenças alternativas que dominado parcelas inteiras da sociedade. Os modismos do mundo são tão instáveis quanto areia movediça. As rochas, por outro lado, persistem e continuam firmes. Cristo é a rocha, e uma vez que temos que ter fé em algo, devemos depositar nossa fé Nele.

Só ele é digno dela.

Escrito por Hyrum Lewis e traduzido por Luciana Fiallo.

Fonte: ldsmag.com

 

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