Metas e o Ano Novo

Todos os finais de anos e inícios de outros, temos um período comum. Um período que avaliamos nossas metas e nosso progresso. Apesar de essa avaliação não precisar esperar o Ano Novo chegar para acontecer, esse período acaba sendo um tempo propício para reflexão e autoanálise.

Como você mede se está indo bem ou mal? Qual seria a melhor forma de nos avaliarmos? Hoje, nesse inicio de ano gostaríamos de compartilhar três maneiras que normalmente usamos para avaliar nosso progresso ou nossa estagnação.

1)   Nós e os outros

ano novo A forma mais comum de avaliação é nos compararmos com outras pessoas. Não é a forma mais correta, contudo, é a mais natural utilizada para avaliar o nosso progresso pessoal.

Observamos as pessoas ao nosso redor como parâmetro para essa avaliação. São comparações que fazemos “automaticamente”, instintivamente, mas que podem ferir ou ofender os envolvidos. Temos a tendência de nos sentir bem quando outros não estão bem e nos sentir mal quando os outros estão bem. Por vezes nos incomodamos com o sucesso alheio e sentimos uma fagulha de alegria quando estamos “por cima”.

Precisamos nunca nos esquecer que somos criações únicas e que não é possível pegar um espelho, nos olharmos e ver outra pessoa. Não é possível ter uma medida de nosso sucesso se ao analisarmos, estamos analisando nossos irmãos e não nós mesmos.

Não se compare com os demais. Compare-se consigo mesmo. Mensure se sua capacidade de fazer algo está crescendo ou diminuindo. Esse é o valor real de medida. A cada Ano Novo você em uma nova oportunidade.

2)   Nós e nossas metas

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Tenha sucesso ao planejar e executar suas metas de Ano Novo.

A maioria de nós fez uma lista de coisas para serem realizadas no “Ano Novo” e uma das formas de medirmos nosso progresso pessoal é compararmo-nos a nossas metas estabelecidas. Quando fazemos essa comparação, nossos próprios objetivos e planos se tornam nosso referencial de avaliação.

Ao invés de usarmos outras pessoas como fator de comparação, utilizamos nossas metas nas diferentes áreas sejam elas profissionais, emocionais, espirituais, físicas entre outras.  Estar bem ou estar mal vai depender de nosso desenvolvimento com relação ao que estabelecemos para nós mesmos.

Essa forma de avaliação é mais adequada que a primeira, pois estamos nos comparando com nós mesmos, alguém que conhecemos. É por esse motivo que precisamos traçar nossas metas, porque elas se tornam a nossa base para avaliação posterior.

Quando não temos objetivos estabelecidos, estamos correndo o risco de “pegar” os objetivos de outras pessoas. De sermos influenciados pelo modismo ou até mesmo pelo supérfluo. As nossas metas são a nossa direção. Dão nos um propósito, um motivo para irmos a luta para serem conquistados.

Ter metas, nos tira da ociosidade que pode nos levar a declarar ao fim de mais um ano “o ano passou e eu não fiz nada”. O ano novo só será diferente, se você fizer a diferença.

3)   Nós e nosso potencial Divino

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Use seu potencial divino para alcançar suas metas de Ano Novo.

Você já parou para pensar em tudo que o Pai Celestial acredita que você pode se tornar? Já pensou em tudo que Ele tem pensado para você? É sobre isso que vamos falar agora.

Além das outras duas formas de avaliação que já falamos, ainda existe esse terceiro jeito de nos avaliarmos.  Essa não é uma forma utilizada por todos. Essa forma é utilizada por aqueles que conhecemos o Evangelho de Jesus Cristo e que acreditam que estamos aqui  com algum propósito. E é por termos um propósito que queremos sempre saber se estamos agindo em direção contrária ou na direção certa.

Essa é uma forma de avaliação que leva em consideração nossa situação atual em comparação com o que o Senhor espera de nós, Seus Filhos. Qual é a posição que o Senhor espera que atinjamos? O que o Senhor espera que alcancemos? Qual o legado que devemos construir e deixar para os que virão depois de nós? Como eu tenho feito a diferença na vida das pessoas ao meu redor?

ano novo Para essas e muitas outras perguntas temos muitas fontes onde procurar as respostas. Nossa bênção patriarcal é uma dessas fontes de respostas, já pensou nisso? Ela é nosso guia para tomarmos futuras decisões e nossa advertência para não fazermos o que não nos é devido. Nas Escrituras encontramos outra fonte de sabedoria e também de inspiração. Os chamados que temos e a maneira como servimos também podemos em muito nos ajudar a nos conhecermos mais e melhor. Conforme servimos ao nosso próximo e nos dedicamos as designações que nos são dadas, vamos  descobrindo[ou redescobrindo] nossos talentos para aperfeiçoarmos no próximo ano, bem como as áreas em nossa vida que devemos dar mais atenção.

O Senhor tem um plano para cada um de nós. Somos seus filhos e Ele nos ama, individualmente, ano após ano. Não devemos pensar que estamos aqui só de passagem, gastar nossos dias, viver e morrer. Ou como diziam os povos do Livro de Mórmon “ Comei, bebei e alegrai-vos,porque amanhã morreremos” (2 Néfi 28:7).

Em um discurso de outubro de 1981 o Élder M.Russell Ballar disse: “

Estou plenamente convencido de que se não estabelecermos metas na vida e se não aprendermos a dominar as técnicas para alcançar nossas metas, podemos chegar a uma idade avançada e, ao rever nossa vida, perceber que atingimos apenas parte de nosso pleno potencial. ” (Pregar Meu Evangelho,página 156).

E é tão bom pensarmos que temos pela frente mais de 300 dias! E que bom será se pudermos ter esses dias planejados. Obviamente, reconhecemos que as coisas não sairão 100% como queríamos, mas não podemos deixar que nossa vida passe sem termos a certeza de que estamos nos tornando aquilo que o Senhor espera de nós.


Leia também: O Senhor tem um Plano para nós. Élder Carlos Godoy, Conferência Geral, Outubro 2014. (aqui)

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