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4 Dicas para os Pais falarem sobre Sexualidade com os Jovens

As crianças e jovens da atualidade estão sendo constantemente bombardeados com imagens explícitas — a maioria delas carnais e voluptuosas. Fala-se sobre sexo em quase todos os programas de televisão – e é um assunto recorrente no youtubers, mesmo em canais dedicados a assuntos desconexos – como videogames e series de super-heróis. Apesar disso, a sexualidade é tratada de modo trivial e sem o pudor e tato necessário. Devido à complexidade e à natureza delicada das questões sexuais, muitos pais e líderes locais da Igreja hesitam ou ficam envergonhados de discutir o assunto com os jovens. Como consequência, muitos jovens buscam respostas com amigos mal-orientados ou com a mídia corrupta, adquirindo uma visão incorreta da sexualidade. Isso pode conduzir a um comportamento impróprio. Reunimos, portanto, 4 dicas para ajudar os pais e líderes. Confira:

  1. AJUDAR AS CRIANÇAS E JOVENS A COMPREENDER O PLANO DE SALVAÇÃO. O Presidente Boyd K. Packer, em uma apresentação para jovens [1] em que ele aborda o tema Castidade, explicou que a mensagem sobre a sexualidade e o poder de procriação “é da mais profunda importância” para os jovens, e que ela refere-se a felicidade futura deles. Ele ainda disse: “É possível que algumas das coisas que eu diga sejam novidade para aqueles que ainda não leram as escrituras. O assunto que deve ser de grande importância para vocês é “por que manter-se moralmente limpos?” Tratarei desse assunto com a mais profunda reverência” Então Presidente Packer começa ensinando o Plano de Salvação. A abordagem inspirada e clara dele pode ajudar os pais e líderes a falarem com seus próprios filhos. Clique aqui para acessar o texto completo.
  2. UTILIZAR RECURSOS. Os pais e líderes devem ser sensíveis sobre quando e onde falar sobre intimidades sexuais e assuntos relacionados. A Igreja tem um excelente manual, chamado “Guia para os pais”, que ajuda os pais a compreenderem como abordar esse assunto com crianças, pré-adolescentes e adolescentes. O Guia pode ser estudado nas Reuniões Familiares, e é um ótimo recurso para estabelecer conversas francas, não constrangedoras e positivas sobre os assuntos que permeiam a sexualidade humana. O livreto pode ser encontrado nas lojas da Igreja, ou gratuitamente em pdf, aqui. A Igreja tem dezenas de outros recursos, como artigos “minha batalha contra pornografia” e “sexo masculino ou feminino é um característica essencial da identidade“. Para achar outros artigos e recursos use a busca do site LDS.org.
  3. COMPREENDER OS DESAFIOS DA ATUALIDADE. O mundo muda constantemente. Assuntos como  casamento de pessoas do mesmo sexo, legalização do aborto, utilização de métodos anti-concepcionais e pornografia precisam ser abordados pelos pais. Os filtros na internet nem sempre conseguem impedir que os jovens se deparem com imagens sensuais, que poderão levá-los a emboscadas do Adversário. A Irmã Linda S. Reeves, Conselheira na Presidência Geral da Sociedade de Socorro disse: “A pornografia está mais sórdida, maligna e explícita do que nunca. Ao nos reunirmos em conselho com nossos filhos, juntos podemos criar um plano da família com padrões e limites, sendo proativos na proteção de nosso lar com filtros nos dispositivos eletrônicos. Pais, estamos cientes de que os celulares com acesso à Internet, e não os computadores, são os maiores vilões? (…) Irmãos e irmãs, de que modo protegemos nossas crianças e nossos jovens? Filtros são ferramentas úteis, mas o maior filtro do mundo, e o único que vai funcionar no final, é o filtro pessoal interno que advém de um profundo e firme testemunho do amor de nosso Pai Celestial e do Sacrifício Expiatório do Salvador por nós.” [2]
  4. OUVIR AS CRIANÇAS E OS JOVENS. Elder Jeffrey R. Holland disse algo, para missionários, que se aplica nas conversas dos pais ou líderes com os jovens, sobre sexualidade: “(…) ouvir talvez seja ainda mais importante do que falar. [Esses jovens] não são objetos inanimados (…). São filhos de Deus, nossos irmãos e irmãs e precisam do que temos. Sejam autênticos. Sejam sinceros ao interagirem com eles. Perguntem-lhes o que importa mais para eles, o que eles prezam e o que é de valor para eles. Então escutem. Se o momento for propício, podem perguntar-lhes quais são seus temores, o que aspiram ou o que julgam estar faltando na vida deles. Prometo-lhes que algo do que disserem colocará sempre em evidência uma verdade do evangelho sobre a qual poderão prestar testemunho e poderão ainda oferecer mais. O Élder Russell Nelson contou-me certa vez que uma das primeiras regras das perguntas a serem feitas aos pacientes é “perguntar ao paciente onde dói. O paciente”, diz ele, “será seu melhor guia para um diagnóstico correto e para determinar o tratamento”. Se ouvirmos com amor, não precisaremos ficar pensando no que falar. Isso nos será dado — pelo espírito e por nossos amigos.” [3]

 

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NOTAS

[1] “A Chave Mestra”, Elder Boyd K. Packer, filme estático, década de 1980.

[2] “Proteção contra a Pornografia — Um Lar Centralizado em Cristo”, Conferência Geral Abril de 2014

[3] “Ser-me-eis Testemunhas”, Conferência Geral Abril de 2001

| Fortalecendo as Famílias
Publicado por: Lucas Guerreiro
Escritor, Advogado, Membro da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB/SP, Membro da J. Reuben Clark Law Society São Paulo. Fez Missão em Curitiba - Brasil. Gosta de desenhar, estudar filosofia, fotografar, viajar e assistir series de super-heróis.
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