Em uma igreja focada em famílias e castidade, faz sentido que alguns de nós entenda claramente a postura sobre controle de natalidade. Ao longo das décadas, muita coisa foi dita pelos líderes da Igreja. Eis algumas coisas que eles disseram recentemente sobre o assunto:

Presidente Gordon B. Hinckley, 1984

“Fico ofendido com o sofisma de que a única sorte da mulher SUD é “ficar confinada ao lar e grávida. É uma frase arguta, porém falsa. É claro que acreditamos em ter filhos. O Senhor disse que nos multiplicássemos e enchêssemos a Terra, para que tivéssemos alegria em nossa posteridade, e não há maior alegria do que a que nos advém de ter filhos felizes e famílias virtuosas. Contudo, Ele não designou o número de filhos que devemos trazer ao mundo, e nem a Igreja. Esse assunto sagrado deve ficar entre o casal e o Senhor. A declaração oficial da Igreja é expressa nos seguintes termos: ‘O marido deve ser atencioso com sua esposa, que tem a maior responsabilidade não só de ter filhos, mas de cuidar deles na infância e o dever de ajudá-los a conservar a saúde e força. Marido e mulher devem exercer autocontrole em todos os seus relacionamentos. Devem procurar inspiração do Senhor em seus desafios conjugais e na criação dos filhos de acordo com os ensinamentos do evangelho’ (Manual Geral de Instruções da Igreja, 1983, p. 77). (Pedra Angular de um Lar Feliz, 6).

Élder Dallin H. Oaks, Conferência Geral de outubro de 1993

“Quantos filhos um casal deve ter? Todos dos quais puderem cuidar! É claro que cuidar dos filhos significa mais do que simplesmente dar à luz a eles. Os filhos devem ser amados, nutridos, ensinados, alimentados, vestidos, abrigados e aprender cedo sobre suas capacidades de ser bons pais no futuro. Ao exercer fé nas promessas de Deus para abençoá-los por guardar Seus mandamentos, muitos pais SUD têm famílias numerosas. Outros tentam, mas não são abençoados com filhos ou com o número de filhos que desejam. Esse assunto é delicado e não devemos julgar uns aos outros.”

Élder Jeffrey R. Holland, Transmissão do SEI, 2015

“Irmãos e irmãs, creio que temos que começar mais cedo a ensinar a nossos alunos a importância do casamento e da família no grande plano de felicidade. Esperar até que eles tenham idade para casar pode ser tarde demais. E nem preciso dizer a vocês que as tendências sociais, o declínio de padrões morais e a “vã imaginação” do entretenimento popular estarão sempre em oposição a esse ensinamento.

Por exemplo, é alarmante para nós que nos últimos 50 anos a média de idade natural para idade na qual os homens casam-se aumentou de 22 para 28 anos de idade! Estes são os números do mundo, não da Igreja. Contudo acabamos seguindo o mundo de algum modo em muitas de suas tendências sociais. Adicionem a isso as diversas influências sobre os jovens como aumento da disponibilidade de controle de natalidade, a ascensão moralmente destrutiva da pornografia, o aumento de pessoas desligando-se de religiões, a busca generalizada de bens materiais em geral, a ascensão do pensamento pós-moderno com seu ceticismo e subjetividade e vocês verão o contexto criado para gerar a ansiedade e o medo que a nova geração pode sentir. Com esses tipos de ventos soprando em sua vida, eles podem ser corrompidos mesmo antes de atingir a maturidade e de iniciar a vida de casados.”

Outros Recursos da Igreja

Manual 2 – Administração da Igreja

“É privilégio dos casais casados que sejam capazes de gerar filhos proporcionar um corpo mortal para os filhos espirituais de Deus, que terão a responsabilidade de nutrir e criar. A decisão sobre quantos filhos ter e quando os ter é extremamente íntima e particular e deve ser deixada para ser tomada entre o casal e o Senhor. Os membros da Igreja não devem julgar uns aos outros no tocante a esse assunto.

Os casais casados devem também compreender que as relações sexuais dentro do matrimônio são divinamente aprovadas não apenas para fins procriativos, mas também como expressão de amor e fortalecimento dos laços emocionais e espirituais que unem marido e mulher.

Sempre Fiéis

“Quando marido e mulher são legalmente casados e fisicamente capazes, eles têm o privilégio de prover corpos mortais para os filhos espirituais do Pai Celestial.  O casal é parte importante no grande plano de felicidade que permite aos filhos de Deus receber corpos físicos e participar da experiência da mortalidade.

Se você é casado, você e seu cônjuge devem discutir a sua sagrada responsabilidade de trazer filhos ao mundo e de criá-los em retidão.  Ao fazer isso, considerem a santidade do significado da vida. Ponderem a alegria que advém de se ter filhos no lar.  Considerem as bênçãos eternas que são provenientes de se possuir uma posteridade boa. Com um testemunho desses princípios, você e seu cônjuge estarão preparados para decidir, em espírito de oração, quantos filhos devem ter e quando tê-los.  Tais decisões devem ser tomadas entre vocês dois e o Senhor.

Ao discutir essa sagrada questão, lembrem-se de que as relações sexuais dentro do casamento têm a aprovação divina. Se, por um lado, tais relações têm o propósito de prover corpos físicos para os filhos de Deus, por outro, elas têm o objetivo de expressar amor um pelo outro—de aproximar marido e mulher em lealdade, fidelidade, consideração e em um mesmo propósito.”

LDS.org Página de Tópicos: Controle de Natalidade

“Os filhos são uma das maiores bênçãos da vida, e seu nascimento em uma família amorosa e afetuosa é essencial para os propósitos de Deus em relação à humanidade. Se o marido e a mulher estão fisicamente aptos, eles têm o privilégio e a responsabilidade de trazer filhos ao mundo e de cuidar deles. A decisão de quantos filhos ter e quando tê-los é um assunto particular do casal.

Aqueles que são fisicamente capazes têm a bênção, a alegria e a obrigação de gerar filhos e criar uma família. Essa bênção não deve ser adiada por motivos egoístas.

As relações sexuais no casamento não são apenas para o propósito da procriação, mas também um meio de expressar amor e fortalecer os vínculos emocionais e espirituais entre marido e mulher.

A decisão sobre o controle de natalidade e as consequências dessas decisões cabe exclusivamente ao casal.

Escrito por Jannalee Sandau e traduzido por Luciana Fiallo Alves

Fonte: www.LDSLiving.com

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