SOUTH JORDAN, Utah

O bispo Carlos H. Amado é a prova viva de que emérito nem sempre é sinônimo de aposentado.

Os mórmons provavelmente reconhecem o nome dele.

Por mais de duas décadas, o bispo Amado era chamado de “Élder” Amado. Ele tornou-se Setenta Autoridade Geral em 1989 e passou 25 anos organizando estacas, aconselhando presidentes de missão, participando de dedicações de templo e trabalhando lado a lado com os profetas e apóstolos.

Em sua jornada, ele deixou um rastro duradouro de liderança na América Latina, presidindo quatro áreas diferentes da Igreja.

Desobrigação = Aposentadoria?

Posteriormente, em 2014, ele foi desobrigado como Setenta e tornou-se Autoridade Geral emérita. Ele tinha acabado de fazer 70 anos — a idade da aposentadoria. Ele recebera o direito de jogar golfe, encontrar novos pontos de pesca e recuperar o tempo perdido com sua família que está sempre crescendo.

Em vez disso, ele foi trabalhar.

Não muito tempo depois de sua desobrigação como Setenta Autoridade Geral, ele foi chamado bispo da 5ª Ala Utah Daybreak (em espanhol). (Sua esposa, Mayavel Amado, é professora na escola dominical).

O bispo Amado aceitou a missão inesperada com humor, sua marca registrada: “Parece que tudo hoje em dia está sendo reciclado — então acho que é isso o que a Igreja está fazendo comigo”.

O Setenta Autoridade Geral que virou bispo pode não estar seguindo o caminho tradicional de liderança da Igreja. As Autoridades Gerais normalmente servem como bispo antes, — não depois.

“Mas não se tira férias na Igreja, não existe aposentadoria”, ele disse ao Church News. “Sempre acreditei que não importa onde você serve, mas como serve.”

Liderança

O líder local do sacerdócio do bispo Amado, o presidente de estaca South Jordan Utah Daybreak, Michael MacKay, admite que ter uma Autoridade Geral emérita, liderando uma de suas alas é um recurso exclusivo.

“O bispo Amado tem consagrado a vida ao Senhor e Sua Igreja”, ele disse.

O presidente da estaca acrescentou ainda que ele frequentemente observa o bispo em silêncio. Enquanto ele lidera a 5ª Ala Daybreak. Seja enquanto está fazendo trilha com os jovens, ou visitando a casa de um homem menos ativos, a única preocupação do bispo Amado, ele disse, é sempre “aquela pessoa”.

Julio Alvarado conheceu o bispo Amado há décadas. Ele tem visto seu amigo e conterrâneo guatemalteco cumprir várias designações na Igreja.

“Mas não importa se ele está servindo com um diácono ou com um apóstolo; ele cumpre cada chamado como se fosse a maior honraria da Igreja”, ele afirmou. “Se alguém sabe tocar o coração de uma pessoa, esse alguém é o bispo Amado.”

Bispo à Moda Antiga

Essa não é a primeira vez que o bispo Amado preside uma ala. Ele serviu como bispo na Guatemala antes de ser chamado Setenta Autoridade Geral. “Mas desta vez é completamente diferente”, ele afirmou. “Muitos dos desafios são os mesmos, mas as maneiras de resolvê-los são diferentes.”

Ele admite que ele é um bispo “à moda antiga”. Ele nem sempre está com seu computador e prefere escrever as coisas à mão. Mas ele acrescenta que ele aprende coisas novas todos os dias.

“Quando eu estava servindo como Autoridade Geral eu normalmente dava instruções mais gerais para os presidentes de estaca e presidentes de missão. Mas quando você é um bispo, as instruções devem ser mais específicas. Quando um membro tem um problema individual, é seu dever ajudar a resolvê-lo.”

Será que os líderes da estaca dele sentem-se um pouco intimidados por ter que instruir um Setenta emérito?

“Acho que não”, respondeu ele, balançando a cabeça. “Às vezes eles fazem perguntas sobre certas coisas — mas não dou minha opinião sobre coisas que não devo opinar. Sou muito obediente ao meu presidente de estaca. Faço tudo o que ele me pede porque entendo a linha de autoridade na Igreja”.

Compreensivelmente, os membros de sua ala às vezes acreditam que seu honorável bispo tem resposta para todas as perguntas e preocupações. “Mas eu geralmente respondo as perguntas com duas perguntas: O que você acha; e como podemos encontrar uma resposta juntos?”

Amizade com Apóstolos e Profetas

A permanência do bispo Amado como Setenta tornou-o testemunha ocular do trabalho que está sendo realizado pelas Autoridades Gerais, a quem ele chama de amigos.

“O que eu mais gostei quando servi com os profetas e apóstolos foi ver o amor e o respeito que eles têm uns pelos outros e ver o seu compromisso de realizar tudo o que o Senhor pede que eles façam”, ele compartilhou. “Eles são homens fiéis, que nunca vão pedir que façamos algo que eles mesmos ainda não fizeram.”

Ele também tem uma promessa para todos que estão pensando em “aposentar-se” do serviço na Igreja: Existem bênçãos reservadas para aqueles que trabalham — em qualquer chamado.

“Eu sou tão feliz servindo como bispo, como eu era servindo como Autoridade Geral”, ele afirmou. “Não fiquei triste quando fui desobrigado como Setenta. Foi uma experiência maravilhosa, mas minha alegria neste chamado é a mesma.”

Escrito por Jason Swensen e traduzido por Luciana Fiallo.

Fonte: www.deseretnews.com

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