(imagem via: lds.org)

Vários profetas e justos do passado sofreram devido a filhos afastados da luz do Evangelho. Adão sofreu com Caim, Leí com Lamã e Lemuel. Os exemplos são muitos nas escrituras. Alguns desses filhos afastados, como o filho pródigo voltaram, outros permaneceram rebeldes.

A dor dos pais que veem um filho deixar de ir na Igreja e de viver os convênios do Evangelho é muito grande. O Élder David A. Bednar, um apóstolo do Senhor Jesus Cristo disse:

“Um dos maiores sofrimentos que um valoroso pai ou mãe em Sião pode ter é o de ver um filho se afastar do caminho do evangelho. Perguntas como “Por quê?”, “O que fiz de errado?” e “Como posso ajudar esse filho agora?” são ponderadas sem cessar na mente e no coração desses pais. Esses homens e essas mulheres oram sinceramente, examinam as escrituras diligentemente e ouvem atentamente o conselho de líderes do sacerdócio e das auxiliares ao voltarem-se para o evangelho de Jesus Cristo em busca de orientação, força e consolo.”

 

Os Braços da Providência Divina

O Élder Orson F. Whitney (1855–1931), do Quórum dos Doze Apóstolos, em 1929, falou sobre os filhos afastados:

“O Profeta Joseph Smith declarou — e ele jamais ensinou uma doutrina mais consoladora — que o selamento eterno de pais fiéis e as promessas que lhes são feitas por seu valoroso serviço na causa da verdade salvariam não apenas a eles mesmos, mas também a sua posteridade. Embora algumas ovelhas venham a desgarrar-se, o olhar do Pastor está sobre elas, e cedo ou tarde elas sentirão os braços da Providência Divina estendendo-se para elas e trazendo-as de volta ao redil. Quer nesta vida ou na vida futura, elas voltarão.

Terão que pagar sua dívida para com a justiça; sofrerão por seus pecados; e podem ter que percorrer um caminho espinhoso; mas, se ele as conduzir por fim, tal como o penitente filho pródigo, ao coração e lar de um pai amoroso e desejoso de perdoar, a experiência dolorosa não terá sido em vão. Orem por seus filhos descuidados e desobedientes; apeguem-se a eles com sua fé. Tenham esperança e confiança até verem a salvação de Deus” (Orson F. Whitney, Conference Report, abril de 1929, p. 110)

O Elder Bednar explicou essa citação:

“Os “braços da Divina Providência” descritos pelo Élder Whitney podem ser considerados um tipo de poder espiritual, uma força de atração celeste que incentiva o filho errante a retornar ao redil no final. Essa influência não pode sobrepujar o arbítrio moral de um filho, mas pode convidar e mostrar o caminho. No final, o filho precisa exercer seu arbítrio moral e responder com fé, arrepender-se com pleno intento do coração e agir de acordo com os ensinamentos de Cristo.”

 

Esperar no Senhor

Orações

O Senhor é o melhor ouvinte que você poderia ter para as suas orações.

O divino atributo da esperança é talvez um dos mais importantes para os pais de filhos afastados. O Elder Robert D. Hales ensinou o que esperar no Senhor significa:

“Nas escrituras, a palavra esperar significa ter esperança, aguardar e confiar. A esperança e a confiança no Senhor exigem fé, paciência, humildade, mansidão, longanimidade, obediência aos mandamentos e perseverança até o fim. Esperar no Senhor significa plantar a semente da fé e nutri-la “com grande esforço e com paciência (…)

Talvez não saibamos quando ou como as respostas do Senhor serão dadas, mas no Seu tempo e a Seu modo. Testifico que as respostas virão. Para algumas respostas, talvez tenhamos de esperar até a vida futura. Isso se aplica a algumas promessas de nossa bênção patriarcal e a certas bênçãos para nossos familiares. Não desistamos do Senhor. Suas bênçãos são eternas e não temporárias.” (“Esperar no Senhor”, Conferência Geral outubro de 2011)

Esse tipo de esperança pode de alguma forma que ainda não compreendemos totalmente, abençoar os filhos afastados e rebeldes – atraí-los de volta. O Elder Bednar explicou, contudo, que isso não tira o arbítrio dos filhos:

“A influência dos pais que honram os convênios e obedecem aos mandamentos realmente pode ter um impacto espiritual decisivo nos filhos que se afastam, ativando os tentáculos da Divina Providência — de maneiras que não foram plenamente reveladas e que não são compreendidas totalmente. Contudo, a influência dos pais justos (1) não substitui na vida de uma pessoa a necessidade do poder redentor e fortalecedor da Expiação de Jesus Cristo (2) nem sobrepuja as consequências do exercício injusto do arbítrio moral, (3) nem nega a responsabilidade que as pessoas têm de ser agentes “para agirem por si [mesmas] e não para receberem a ação” (2 Néfi 2:26).

Assim, os filhos afastados deverão retornar, se arrepender e pagar por seus erros – antes de serem perdoados e salvos. O lugar de sua salvação só cabe a Deus determinar. Mas os pais podem saber, que o empenho de regatar os filhos afastados é também o de Deus – um pai perfeito, que não deseja perder nenhum filho.

Para ler todo o artigo do Elder Bednar sobre o tema, que foi publicado na A Liahona de Março de 2014, clique aqui.

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