Estamos estudando o Livro de Mórmon todo, conforme o pedido o Presidente Russell M. Nelson e da Presidência de Área do Brasil, que lançou um desafio a todos os membros da Igreja do país para terminarem a leitura do Livro de Mórmon até dezembro.

Eu Néfi

Néfi é um dos principais escritores do Livro de Mórmon, e um dos profetas mais amados pelos que leem o Livro de Mórmon. Ele era jovem quando seu pai teve uma visão e decidiu deixar a “terra de sua herança” em Jerusalém. Ele precisou adquirir seu próprio testemunho do chamado profético do pai e de que o apoio ao profeta seria a coisa certa. Ele entrou em conflito com seus irmãos mais velhos várias vezes e passou “muitas aflições no decurso de seus dias”. Ele foi um caçador, ferreiro, construtor de navio, navegador, ourives, escritor, refugiado, construtor de um Templo, guerreiro, rei, profeta, vidente, esposo e pai.

Néfi nasceu de bons pais. Provavelmente tinha 17 ou 18 anos quando seu pai recebeu ordem de seu unir a outros profetas e advertir o iníquo povo de Jerusalém. Ele era fisicamente alto e forte – mas seu espírito também era poderoso. Ele era comprometido a seguir seu Deus.

Muitos comentários podem ser feitos a respeito do caráter e realizações de Néfi. Seus escritos revelam sua integridade e grande fé. Só há espaço para dois ou três comentários de cada capítulo dos dois livros que Néfi escreveu. Por isso, você é convidado a fazer suas próprias observações e reflexões sobre as palavras deste grande servo de Deus.

Profeta pregando

O chamado de um profeta

Deus nos ama e deseja nosso bem-estar eterno. Para alcançarmos salvação precisamos aprender sobre Jesus Cristo, guardar os mandamentos e realizar ordenanças sagradas, que estão vinculadas a santos convênios. Tanto para aprender sobre Jesus Cristo e seus mandamentos quanto para receber ordenanças precisamos de profetas. Eles advertem o povo e possuem autoridade para nos guiar de volta a Deus. A Bíblia e o próprio Jesus ensinaram a importância dos profetas.

O Livro de Mórmon começa com o chamado de um profeta. Néfi sabe que é importante que seu povo e nós – que somos os destinatários de seus escritos, entendamos ao  chamado de um profeta. O profeta chamado era o próprio pai de Néfi: Leí.

Leí era um israelita justo que vivia em Jerusalém. Ele era um homem culto e de muitas posses. Vários profetas apareceram no primeiro ano em que Zedequias começou a reinar, conclamando arrependimento. Um deles era Jeremias, da Bíblia.

Leí tem uma grande visão, na qual vê Deus, Jesus e seus apóstolos e recebe a ordem de ler uma escritura – que contém revelações sobre o futuro, inclusive sobre a grande misericórdia de Deus. E ao tentar transmitir a mensagem de arrependimento – que se aceita salvaria o povo da destruição – ele é recusado e escarnecido. Tentaram até matá-lo.

Aspectos como visões celestiais, livro sagrado, proclamação de arrependimento, etc. estão presentes no incio de todas as dispensações, inclusive a nossa. Uma nova dispensação começava com Leí e sua família.

O motivo pelo qual Néfi escreveu seu Livro

Néfi diz que fará “um relato dos meus feitos em meus dias.” Seu objetivo é mostrar “que as ternas misericórdias do Senhor estão sobre todos aqueles que ele escolheu por causa de sua fé, para torná-los fortes com o poder de libertação.” Ele deseja convencer as pessoas que Deus é bom, que revela sua vontade – tanto para profetas, como Leí, como para pessoas comuns, que desejam fazer o certo. Todos, devido a fé, podem se tornar fortes com o poder de libertação.

O poder de libertação é o poder proveniente da Expiação de Jesus Cristo.  Alma, descendente de Néfi, explicará mais para frente no Livro de Mórmon: “o Filho de Deus padece segundo a carne para tomar sobre si os pecados de seu povo, para apagar-lhes as transgressões, de acordo com seu poder de libertação”. Por meio deste poder podemos ser libertos de todas as dores, angustias, pesares, pecados e fraquezas. Graças a Expiação podemos viver para sempre com Deus em família.

Néfi também deseja mostrar como uma pessoa pode se achegar a Deus – para conhecer e usar o “poder de libertação”. A fé e a revelação são temas corriqueiros em seu relato. Ele mostra que a busca pela verdade pode abrir as portas do céu. Se tivermos um “grande desejo de saber dos mistérios de Deus” e clamarmos a Ele, seremos visitados – e nosso coração enternecido (1 Néfi 2:16). Afinal o “Espírito Santo [é] o dom concedido por Deus a todos os que o procuram diligentemente, tanto em tempos passados como no tempo em que se manifestará aos filhos dos homens” (1 Néfi 10:17).

Leia aqui 1 Néfi 1

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