Para os líderes que desejam melhorar a reverência nas reuniões sacramentais, convide a congregação a refletir sobre a Última Ceia. A reverência é uma questão íntima e não uma lista de afazeres. Quando membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias permitem que o espírito da Última Ceia entre profundamente no coração, a reverência pela reunião sacramental de Deus prevalecerá.

Um “sacramento”, do latim sacramentum que significa “pôr de lado para um propósito sagrado”. É “um convênio espiritual entre Deus e o homem”, de acordo com o Élder Bruce R. McConkie no Livro “Doutrina Mórmon”.

Quando os pais e líderes ajudam aqueles por quem eles são responsáveis a se reservarem para propósitos sagrados, o desejo de aproximar-se de Jesus Cristo durante o sagrado sacramento torna-se a principal motivação.

A Última Ceia

A última noite do Salvador da mortalidade foi requintadamente dolorosa, mas ainda assim tenra. Naquela fatídica noite de quinta-feira, Jesus realizou a Expiação de todos os pecados, angústias e dores desde Adão até o fim do mundo.

Um profeta do Livro de Mórmon escreveu: “Porque é necessário que haja um grande e último sacrifício; sim, não um sacrifício (…) e aquele grande e último sacrifício será o Filho de Deus, sim, infinito e eterno”. (Alma 34:10, 14).

Em um ato de amor, antes de tomar o peso do Getsêmani, Jesus partiu o pão para Seus discípulos, dizendo: “Tomai, comei, isto é o meu corpo”. Depois, serviu vinho dizendo: “Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados”. (Mateus 26:26-28).

A admoestação “bebei dele todos” é um convite para ofertar “toda [nossa] alma” a Cristo (Ômni 1:26).

Quando partilhamos dignamente do sacramento da Ceia do Senhor, consagramos e dedicamos a nós mesmo para renovar nosso convênio batismal de (1) sempre lembrar Dele, (2) tomar sobre nós o nome de Cristo e (3) guardar Seus mandamentos. A promessa correspondente é que poderemos “ter sempre [conosco] o seu Espírito” (Doutrina e Convênios 20:75-79).

batem à nossa porta

Preparação para a reverência

Chegaremos atrasados e apressados para o encontro mais sagrado da semana? Guardaremos o Dia do Senhor com resultados dos excessos de sábado à noite? Por meio do sagrado sacramento, desejamos verdadeiramente que o Espírito de Cristo “sempre esteja conosco” ou vagueamos distraídos como se a distração nunca mais fosse estar conosco novamente?

Quando o Salvador terminou a Última Ceia, Ele e seus discípulos “cantaram um hino” (Mateus 26:30). Como são suaves as notas da sinfonia!

Nossa preparação para reverência sacramento deve incluir sempre o canto de hinos nas reuniões sacramentais. No discurso “Adoração por meio da música”, da conferência de outubro de 1994, o Élder Dallin H. Oaks, do Quórum dos Doze, disse: “Quando uma congregação adora por meio de hinos, todos os presentes devem participar. (…) O que estamos dizendo, o que pensamos, quando não cantamos em nossas reuniões de adoração?”

Para aqueles que são capazes de cantar, mas vegetam durante os hinos, vocês estão dizendo o Senhor que não precisam do Espírito do sacramento. Na verdade, vocês estão dizendo ao Salvador que Seu hino naquela preparação sagrada para o Getsêmani é insignificante para vocês, porque vocês estão acima de tudo isso. Então por que se preocupar em abrir a boca nas reuniões sacramentais?

Reverência é mais que ficar quieto

Volume baixo não é reverência. Adorar não é sussurrar.  A calma e a quietude são apenas evidências externas de nosso compromisso interior. A verdadeira reverência começa e termina com a nossa proximidade a Jesus. Ele está em nosso coração ou “longe dos pensamentos e desígnios de [nosso] coração (Mosias 5:2).

Até mesmo crianças pequenas, com lembretes gentis, podem se preparar para ficar reverentes e desfrutar o ato de voltar a mente para o céu durante as reuniões sacramentais.

Conclusão

Como Jesus deseja compartilhar os frutos do Seu sacrifício com cada um de nós por meio do sacramento, nós, por nossa vez, podemos lembrar do primeiro sacramento como símbolo de Seu “grande e último sacrifício” (Alma 34:10) por nós. Ao fazê-lo, nossa reverência por Jesus não só mostrará no nosso comportamento exterior, mas “resplandecerá em nosso coração” (2 Coríntios 4:6).

 

Escrito por William Monahan e publicado originalmente em inglês em Deseretnews.com.

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