Vou falar sobre o filme Viva – A Vida é Uma Festa, da Disney!!!! Lá vem spoilers, obviamente. Se você ainda não viu, pare de ler o artigo e vá ver!

Meu marido e eu acabamos de assistir ao filme novamente. Já o vimos três vezes nas últimas duas semanas. Ficamos os dois chorando em silêncio enquanto os créditos subiam.

Foi embaraçoso.

Acho que o filme me emociona tanto porque ele atinge meu coração com uma verdade sem precedentes. Aqui estão quatro verdades afirmadas no filme Viva – A Vida é Uma Festa:

1. A narrativa que ouvimos sobre parentes distantes parece diferente da perspectiva deles.

A única coisa de nossos parentes falecidos que fica conosco são as histórias que contamos sobre eles. Quando eles partem, eles perdem o controle da maneira como sua história é contada. Podemos contar suas histórias da nossa perspectiva e apresentar suas personalidades como recordamos.

O filme Viva – A Vida é Uma Festa apresenta de modo brilhante o potencial de contar as histórias dos nossos parentes de modo errado.

Ernesto de la Cruz é o famoso músico, herói e suposto trisavô de Miguel. Miguel o coloca em um pedestal somente por causa do que ele aprendeu sobre o trisavô em filmes e músicas.

Hector Rivera é que é na verdade o trisavô de Miguel. À primeira vista, o Hector é o homem menos impressionante dos dois. Ele é tipo um vigarista. Ele rouba roupas de Frida Kahlo e outras coisas.

A história que Miguel ouviu sobre seu trisavô era que ele abandonou a família para se tornar músico. Ele descobre a verdadeira história na terra dos mortos.

Que Ernesto é, na verdade, o assassino do verdadeiro músico, Hector Rivera. Ah e roubou todas as suas canções. E seu violão.

Quando Miguel descobre a verdade sobre o seu avô, ele o recebe de braços abertos.

2. As pessoas podem mudar, mesmo depois de morrerem.

Mamá Imelda é o melhor exemplo de assumir uma nova perspectiva na terra dos mortos. Ela proibiu música na família depois que seu marido a deixou. O mundo que Miguel conheceu enquanto crescia era que a música estava absolutamente fora de questão, sem exceções.

Mas depois, Miguel descobre que sua Mamá Imelda adorava fazer música com seu marido antes de ele ir embora. Ela até canta para Miguel. Mais tarde, após uma reviravolta louca, Mamá Imelda acaba por cantar na frente de milhares de pessoas.

Mamá Imelda mudou.

3. O filme é sobre as famílias ficarem juntas para sempre. Soa familiar?

Na cena final, um ano após o Dia dos Mortos que o filme começou, Miguel canta estas palavras:

Nosso amor uns pelos outros viverá para sempre em cada batida do meu orgulhoso corazón

O amor de Cristo, manifestado por meio de ordenanças, nos une às nossas famílias eternamente.

Nossas famílias são muito maiores do que nós. Como me casei há pouco tempo, sinto que pertenço a uma família de duas pessoas. Mas o filme me lembra que não é verdade. Temos muitas pessoas que vieram antes de nós e quem vem depois de nós. Eles nos amam e nos apoiam.

4. Até mesmo parentes distantes podem ser felizes na vida após a morte.

No final, Mamá Imelda e Hector se reconciliam e ficam juntos. Acho que às vezes nós nos limitamos por pensar que nossos relacionamentos com membros distantes da família sempre serão distantes. Talvez quando morrermos e tivermos uma nova perspectiva, ficaremos até com nossos familiares distantes.

O Presidente Eyring explica nossa bênção e responsabilidade de ajudar a unir nossos familiares falecidos:

Muitos de seus antepassados não receberam [as ordenanças do templo]. Mas, graças à providência de Deus, vocês, sim.  E Deus sabia que vocês se sentiriam atraídos a seus antepassados com amor e que teriam a tecnologia necessária para identificá-los. Mas na providência de Deus, você fez. Também sabia que viveriam em uma época em que o acesso aos templos sagrados, onde as ordenanças podem ser realizadas, seria o maior que já houve na história.  E Ele sabia que poderia contar com vocês para realizar essa obra em favor de seus antepassados.

Quando Miguel canta na cena final, o público assiste aos vivos e aos parentes falecidos unidos no Dia de Los Muertos. Uma mãe falecida coloca o braço em torno de sua filha viva. Hector e Imelda dançam. Toda a família se confraterniza dançando e cantando.

Adoro esta imagem. Dá-me arrepios porque podemos nos identificar com cada um dos papeis. Somos todos um patriarca ou matriarca da família, como Imelda e Hector. Mesmo que ainda não tenhamos filhos. Somos todos netos, como Miguel. Todos nos encaixamos em diferentes lugares da família, e somos necessários onde estamos.

Não estamos sozinhos.

Podemos ajudar nossos ancestrais enquanto eles nos ajudam e guiam quando aprendemos suas histórias, encontramos o nome deles e os levamos ao templo.

Fonte: Mormonhub.com.

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