Questionário

Qual é a definição de doutrina do evangelho? Dica: Não estamos falando daquela aula da igreja.

Essa resposta é do tipo preencha a lacuna. Não é permitido pesquisar na Internet, passar os olhos aqui no artigo ou ligar para um amigo para encontrar a resposta.

Um membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias de longa data diria: “É obvio. É tudo o que as escrituras e os profetas ensinam. Não é?”

Mas a resposta não está precisa.

Para realmente entender a definição de doutrina, é preciso definir o que é e o que não é doutrina.  Em seu livro Increase in Learning, o apóstolo David A. Bednar explica separadamente os termos doutrina, princípios e aplicações.

revelação pessoal

Doutrina

Uma doutrina é uma “verdade — uma verdade salvadora revelada por um Pai Celestial Amoroso”. As doutrinas são eternas — não mudam — e estão relacionadas ao nosso progresso eterno.          Elas são “basais, fundamentais e abrangentes” (p.151).

Os exemplos incluem a Deidade, a Expiação de Jesus Cristo, e o Plano de Felicidade. Na verdade, a igreja define [nove doutrinas básicas da Igreja SUD] no manual para os professores do Seminário e do Instituto.

A doutrina responde o “Por quê?” A doutrina do Plano de Salvação aborda por que estamos aqui na terra. A Expiação de Jesus Cristo nos diz por que Jesus Cristo é nosso mediador com o Pai (p. 152).

Princípios

Um princípio é uma “diretriz com base em doutrina para o exercício justo do arbítrio moral.” (p. 154) Os princípios são sempre com bases em doutrinas.

Os exemplos incluem os quatro primeiros princípios do evangelho, conforme descritos na quarta Regra de Fé: fé, arrependimento, batismo, e a imposição de mãos para o dom do Espírito Santo.

Princípios dizem-nos “O Quê?” A fé e o arrependimento, por exemplo, nos dizem “o que fazer”, qual é o processo pelo qual devemos passar para acessar a Expiação de Jesus Cristo. Não são ações específicas, mas são diretrizes para as ações (p. 155).

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Aplicação

Uma aplicação é “o comportamento, passo, a prática ou procedimento real pelo qual as doutrinas e os princípios do evangelho são colocados em prática” (p. 156). Ao contrário das doutrinas ou dos princípios, as aplicações podem mudar de acordo com o tempo e a circunstância.

Os exemplos incluem frequentar todas as três horas de reuniões da igreja toda semana, orar de manhã e à noite, ou preparar uma refeição para um amigo. Em um escopo maior, as políticas da igreja, como a redução da idade missionária ou os padrões de modéstia mudaram ao longo do tempo.

As aplicações nos ajudam a entender “Como?” Como exercitamos a fé? Como faço para me arrepender de meus pecados?

“E tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne” (Ezequiel 11:19).

Uma vez que realmente entendemos esses conceitos, começamos a ver nossa vida de modo diferente. Quando lemos as escrituras, por exemplo, não lemos só porque alguém na igreja disse que é bom ler. Lemos porque acreditamos nos profetas de antigamente, os apoiamos e cremos na sua capacidade de receber revelação para nós. Nós não pedimos desculpas aos nossos amigos porque queremos que eles gostem de nós novamente; pedimos desculpas porque acreditamos na Expiação de Jesus Cristo e em sua capacidade de nos transformar.

Assim que aprendi estes conceitos, minha mente ficou literalmente estarrecida. Este conhecimento transformou totalmente a maneira como vivo o evangelho.

A próxima vez que você encontrar um conceito relacionado ao evangelho, talvez você pergunte a si mesmo: “é uma doutrina, um princípio ou uma aplicação?” Você poderá descobrir, assim como eu, que isso aprofunda o seu entendimento, sua apreciação e sua capacidade de seguir a Cristo.

Escrito por Melanie Blakely no site MormonHub e traduzido por Luciana Fiallo.

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