A segunda conselheira na presidência geral das Moças, a irmã Neill Marriott, tem tido muitos momentos de inspiração na vida dela. Um deles, foi quando ela entrou para a Igreja. Saiba como ela e suas colegas de quarto tiveram contato com a Igreja e os missionários. aqui. Ela conta a história em seu novo livro, Seek This Jesus.

Planos sobre como lidar com religião

Quando me formei na Universidade Metodista do Sul e mudei-me para Cambridge, Massachusetts, para trabalhar, decidi que minha religião teria como base minha crença de que Deus queria que eu fizesse o meu melhor, frequentasse alguma igreja cristã, e no fim Ele permitiria que eu sentisse Seu amor e aceitação. Ponto final. Com base nos resultados de minha busca por Ele, isso era tudo que eu podia esperar.

Enquanto eu aceitava essa teoria mentalmente, David Marriott, um aluno de pós-graduação em Cambridge, levou os missionários mórmons até minha casa e minha visão sobre religião começou a mudar. Eu olho para trás agora e vejo que estive perto de abandonar minha busca por um significado espiritual mais profundo. Uma eternidade de bênçãos poderia ter sido perdida e eu tivesse negligenciado as coisas do Espírito, ou desviado a atenção das coisas da eternidade. O mundo temporal toma muito de nossa vida, o que nos faz substituir atividades espirituais por atividades boas, mas temporais.

Recebendo as palestras com minhas colegas

David conheceu uma de minhas colegas de quarto e disse-lhe que era mórmon. Perguntamos: “O que é um mórmon?” Ele disse que traria alguns amigos com ele para nos falar sobre sua igreja. Nós, quatro colegas de quarto jovens adultas pensamos: “Claro, será ótimo receber uns gatinhos!” Rimos muito quando chegaram dois missionários com propósito, ternos escuros cheios de apetrechos sobre A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Eles não eram possíveis paqueras. Eles eram ministros com uma mensagem séria!

Eu fiquei intrigada imediatamente porque eles eram jovens radiantes, respeitosos acreditavam sinceramente em tudo o que ensinavam, apesar de sermos questionadoras e não concordar por vezes. Minhas colegas e eu estabelecemos uma  “regra”. Os élderes não poderiam nos perguntar se seríamos batizadas. Então recebemos quase seis meses de visitas regulares com os mórmons. Gradualmente, uma experiência atrás da outra me trouxe a certeza de que esta era a verdadeira igreja do Senhor na terra.

Os élderes nos pediram para ler alguns capítulos do Livro de Mórmon. Devíamos também nos preparar para falar sobre o que lemos na visita seguinte. Minha designação era Mosias, capítulo 2. Cheia de orgulho, comecei a ler pensando em como eu faria bons comentários sobre o que havia lido. Assim eu os impressionaria por ter licenciatura em literatura inglesa. Eu estava no meio do capítulo, quando o Senhor misericordiosamente abateu meu orgulho ao colocar em minha mente a pergunta:  E se o rei Benjamim foi um homem de verdade? Eu deixei o livro no colo e olhei para o teto. Um homem de verdade! Seria possível? Essa pergunta levou a outras possibilidades: se ele existiu mesmo, então os outros neste livro também poderiam ter existido. Os eventos registrados poderiam ter acontecido. Foi demais para aceitar. Evitei o pensamento — mas não o esqueci. O mero pensamento de que o Livro de Mórmon poderia ser um relato verdadeiro enterneceu minha atitude sobre a mensagem dos élderes sobre o evangelho.

Presidente da Missão

Após quatro meses visitas agradáveis, mas improdutivas conosco, os missionários marcaram um encontro nosso com o presidente da missão. Entendemos que ele era um ministro, então vestimo-nos comas roupas que íamos para a nossa igreja e fomos para a casa da missão. Era uma bela e histórica casa na Nova Inglaterra que havia sido de Henry Wadsworth Longfellow.

Nós nos sentamos na sala de estar esperando o presidente e sua esposa. Eles entraram e pararam bruscamente. Olhando para sua esposa, o presidente perguntou: “Você está pensando o que estou pensando?” A mulher assentiu com a cabeça. (Certamente, pensei, os mórmons não conseguem ler mentes!) O presidente então virou-se para nós quatro e disse: “Estamos pensando que vocês parecem membros de nossa igreja.” De imediato, um sentimento feliz veio à minha mente. Que legal, pensei.

Quando voltamos para o carro mais tarde, uma das minhas colegas disse: “Eu não gostei de ele dizer que me pareço membro da Igreja dele.” As outros pareceram concordar. Pensei em silêncio: O que está acontecendo comigo? Eu estou mudando. Eu me sentia como elas, mas algo está diferente em minha atitude para com os mórmons agora. O enternecimento do meu coração, embora imperceptível para os outros — principalmente para os missionários desanimados — continuou. Eu era muito ligada à maneira de culto protestante. Não planejava mudar de igreja, então guardei esse sentimento novo para mim.

Plano de Salvação

Poucos meses depois, os élderes finalmente nos ensinaram o plano de salvação do Pai Celestial. Foi demais para mim. Eles mal haviam começado a ensinar que antes de virmos à terra vivíamos com o Pai Celestial, e que somos Suas filhas, e eu comecei a chorar. Não resisti à pura verdade de suas palavras. Reconheci essa doutrina, mas onde eu havia aprendido isso? Eu me senti como um uma amiga amada e há tempos perdida que de repente volta à vida. As lágrimas continuaram a rolar silenciosamente enquanto os élderes ensinavam. Aprendemos verdades eternas sobre o plano do nosso Pai Amoroso. Aprendemos como voltar a Ele por meio da obediência às leis e ordenanças do evangelho de Jesus Cristo. Eles ensinaram que temos na terra a oportunidade de viver seguindo a luz que há em nós e escolher. Aprendemos que esta vida é o tempo para aprender sobre Cristo e aceitar Sua Expiação, que abre caminho para ter alegria e a plenitude da vida eterna com o Pai Celestial. Tudo o que ensinaram soou tão familiar quanto as canções de ninar que ouvi de minha mãe quando pequena. Eu sabia que tinha ouvido essas coisas em outro lugar e as considerava importantes. Lembrei-me nesta lição que minha vida começou muito antes de eu nascer nesta terra. Eu era uma filha espiritual de Deus. Eu sentia isso. Eu sabia disso.

Por causa de minha decisão anterior de viver uma vida cristã normal, refleti sobre o futuro. Eu poderia continuar sendo metodista e levar e essas verdades do plano da salvação comigo! Como eu poderia ser tão resistente aos ensinamentos?  Como eu não pude ver o que eu buscava há anos estava bem na minha frente? Minhas orações ao longo dos seis meses de lições com os missionários tinham sido consistentes, mas cuidadosas. Eu não pedia orientação ao Pai Celestial. Já havia decidido como viver minhas crenças. A igreja mórmon não se encaixava no meu ponto de vista de protestante tradicional, como eu havia sido criada. Mas agora sabia que precisava manter no coração esse glorioso plano de salvação dado pelo Pai Celestial e executado pela Expiação de Seu filho, Jesus Cristo.

“É verdade”

Duas semanas mais tarde, foi a última reunião que minhas colegas e eu tivemos com os missionários. A maioria de nós tinha planos de viajar e os élderes estavam terminando a missão. Na reunião, David, que acompanhara discretamente os élderes em suas visitas, falou. Ele perguntou a cada uma de minhas colegas como se sentiam sobre o Livro de Mórmon. Quando foi a minha vez de responder, eu estava planejando dizer educadamente apenas que tinha gostado de ler e quem escreveu fez um bom trabalho. No entanto, meus sentimentos ocultos surgiram. “Acho que é verdade”, eu me ouvi dizer. As palavras pareciam ter vida própria e estava no ar entre mim e os outros.

“Então”, David perguntou lentamente, “o que vai fazer a respeito?” Agora, surpreso por ter dito aquilo em voz alta, respondi humildemente: “Vou orar fervorosamente hoje à noite”. Então ajoelhei-me e ofereci meu coração a Deus, coisa que não fazia havia tempos. Simplesmente disse algo como: “Pai Celestial, se realmente esta é a única e verdadeira igreja de Jesus Cristo na terra, eu vou entrar para ela. Só preciso saber que é a igreja verdadeira.”

Imediatamente recebi uma resposta no coração e na mente. As palavras vieram diretamente: “É verdade”. E os sentimentos de calor, amor e felicidade se derramaram sobre mim, como havia acontecido no Acampamento Windywood ao piano. “É verdade!” Eu exclamei em voz alta e fiquei de pé, como se fosse abraçar a alegria que estava sentindo. A primeira coisa que fiz no dia seguinte foi ligar para o presidente da missão e pedir para ser batizada.

O batismo

Meus colegas de quarto me ouviram. Elas não apoiavam minha decisão de entrar para a igreja, mas a lealdade delas prevaleceu. Elas acabaram me apoiando. Meus pais me pediram para não ser precipitada, mas eu tinha minha resposta. Essa é a igreja verdadeira do Salvador, e eu ia fazer parte dela sem me importar com o resto. Com muito pouco conhecimento do evangelho restaurado e consternados com esta virada de eventos, meus bons pais aceitaram minha decisão sem rancor.

A capela de Cambridge fica a poucos passos da casa de histórica missão onde ouvi pela primeira vez que eu parecia um membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. O momento de felicidade que eu senti no comentário feito naquela casa era um prenúncio do dia do meu batismo. Em 30 de maio de 1970, entrei com alegria na fonte batismal daquela capela. Entrei também no convênio que nos leva de volta ao Pai Celestial.

Minha parte era obedecer ao Senhor, sempre me lembrar Dele e estar disposta a tomar Seu nome sobre mim. Embora parecia semelhante à promessa que fiz com 9 anos de idade na igreja Metodista de doar meu tempo, talentos, dons e serviço, fiz esse convênio com Jesus Cristo pela solene autoridade do sacerdócio. Deus e eu fizemos convênios juntos. Ao cumprir minha parte do convênio, Ele me daria força para continuar a cumpri-lo e sentir o seu amor e orientação. Senti o poder daquele compromisso de um modo que eu nunca havia sentido como membro de outra igreja. Eu havia encontrado a conexão com Deus que procurava tão fervorosamente.

Escrito pela irmã Neill Marriott, adaptado do livre “Seek This Jesus” e traduzido por Luciana Fiallo Alves

Fonte: www.ldsliving.com

 

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