Jesus Cristo foi o maior defensor do sexo Feminino. Os movimentos feministas surgiram para emancipar a mulher, entretanto, tiveram alguns efeitos colaterais negativos. Ao estudarmos o feminismo na perspectiva do Evangelho, o papel da mulher fica evidente – e a importância da família e casamento reforçada. Abaixo explicamos brevemente o que é feminismo e selecionamos ensinamentos dos profetas, relacionados ao tema.

Esse é um trecho do artigo “Uma abordagem do Evangelho para o Feminismo“, do blog Teologia Mórmon. Para ler o artigo completo clique aqui.

1- O QUE É O FEMINISMO?

 O feminismo é, sobretudo, um movimento social e político que tem como objetivo conquistar o acesso a direitos iguais entre homens e mulheres. Os estudiosos enxergam o surgimento do movimento feminista no século XIX. Hoje, divide-se este movimento em “ondas” (O termo “onda” foi cunhado em março de 1968 por Marsha Lear ao escrever um artigo sobre a luta das mulheres):
  • 1º Onda Feminista: Século XIX até o começo do Século XX. Essa primeira “onda” concentra-se, grosso modo, nas reivindicações das mulheres em questões jurídicas e políticas. Elas desejavam desfrutar do sufrágio – direito de votar e de serem votadas. Também desejavam não apenas acesso ao mercado de trabalho – mas uma remuneração equiparada ao dos homens.
  • 2º Onda Feminista: 1960-1980. A segunda onda do feminismo retomou alguns temas da primeira, mas expandiu o debate, incluindo o direito de reprodução, a questão do aborto, a violência doméstica, a desigualdade material, estupro conjugal, pornografia, divórcio, etc.

 

2- HOMENS E MULHERES – SÃO DIFERENTES? – O QUE DIZ A CIÊNCIA

As diferenças físicas entre homens e mulheres são evidentes. Há diferenças biológicas e fisiológicas. Homens são os machos da espécie humana, e mulheres são fêmeas.

Nas células humanas há 23 pares de cromossomos . 22 pares desses são autossomos e os outros dois cromossomos (1 par) são chamados de sexuais. Os cromossomos autossomos são comuns tanto em homens como em mulheres – e não possuem diferenças relevantes; não obstante, os cromossomos sexuais determinam as características de um macho e uma fêmea. Nas mulheres, há dois cromossomos sexuais X, que são homólogos. Já nos homens há um cromossomo X e um cromossomo Y.

Homens e mulheres apresentam hormônios sexuais em diferentes quantidades que garantem o desenvolvimento dos caracteres sexuais primários e secundários. Homens, por exemplo, tem maior concentração testosterona, diferentemente da mulher, que possui uma maior concentração de estrógeno.

Demonstrou-se que os cérebros masculinos e femininos não funcionam exatamente da mesma forma: há diferenças provavelmente relacionadas com a orientação das conexões entre os neurônios. Ou seja, homens e mulheres processam informações e emoções de forma diferente. Além disso, constatou-se que as mulheres possuem mais massa cinzenta (região com corpos celulares de neurônios) quando comparadas aos homens, que possuem mais massa branca (formada por prolongamentos dos neurônios).  O cérebro masculino tem entre 10 e 20 milhões de neurônios a mais do que o cérebro feminino. No entanto, como existem 100 bilhões de neurônios, a diferença morfológica não é grande. Ademais, a mulher tem menos neurônios do que o homem, mas tem mais conexões. Além disso, as estruturas que conectam os dois hemisférios cerebrais são maiores na mulher.

 

3- AS MULHERES NAS ESCRITURAS, AS MULHERES E O SACERDÓCIO, AS MULHERES NA IGREJA

Movimentos feministas, dentro e fora da Igreja, veem nesta doutrina a exclusão das mulheres, e perguntam: por que a mulher não pode receber o sacerdócio, como o homem – e agir no sacerdócio? Não é isso desigual? Não é machista?

“Há pessoas que questionam o papel da mulher no plano de Deus e na Igreja” disse o Elder Russell M. Ballard. “Fui entrevistado por um número suficiente de representantes da mídia nacional e internacional para saber que a maioria dos jornalistas com quem lidei tinha ideias preconcebidas sobre esse assunto. Muitos fizeram perguntas dando a entender que as mulheres são cidadãs de segunda classe na Igreja. Nada poderia estar mais longe da verdade.” (“Os homens e a mulheres e o poder do Sacerdócio”, A Liahona, Setembro de 2014.)

Grande parte do problema, portanto, advém de “ideias preconcebidas sobre o assunto”. Simplesmente muitos não entendem a doutrina do Sacerdócio. E como poderiam? Parece que tal bênção esta reservada aos que tem as “entranhas (…) cheias de caridade para com todos os homens e para com a família da fé” e que adornam seus pensamentos com a virtude”, de tal modo que são merecedores de revelação: “a doutrina do sacerdócio destila-se sobre [a] alma como o orvalho do céu.” (D&C 121:45). Sem revelação é quase impossível compreender as coisas de Deus. “Mas o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porquanto se discernem espiritualmente.” (I Coríntios 2:14).

O Presidente Spencer W. Kimball ensinou:
“Em sua sabedoria e misericórdia, nosso Pai fez os homens e mulheres dependentes entre si para o pleno desenvolvimento de seu potencial. Por ser sua natureza de certa forma diferente, eles podem complementar-se; por serem semelhantes em muitas coisas, podem-se compreender. Que nenhum dos dois sinta inveja do outro por causa de suas diferenças; que ambos discirnam o que é superficial e o que é basicamente belo nessas diferenças, e ajam de acordo com ela.” (“Sociedade de Socorro, Sua Promessa e Potencial”, A Liahona, março de 1977, p. 3)
Ele também disse:
“Nós tivemos total igualdade como seus filhos espirituais. Temos igualdade como receptores do perfeito amor divino. (…)  Dentro dessas grandes garantias, contudo, nosso papel e designações diferem. São diferenças eternas—as mulheres arcando com as muitas e imensas responsabilidades da maternidade e irmandade, e os homens carregando as enormes responsabilidades da paternidade e do sacerdócio.” (“O Papel das Mulheres Justas”, A Liahona, março de 1980, p. 152.)

4- A DOUTRINA MÓRMON ENSINADA PELOS APÓSTOLOS VIVOS SOBRE O PAPEL DA MULHER

As mulheres são uma parte vital do plano de felicidade. “As mulheres participam no trabalho de salvação que inclui o trabalho missionário dos membros, a retenção de conversos, a ativação de membros menos ativos, o trabalho do templo e de história da família, o ensino do evangelho e o cuidado dos pobres e necessitados. Como discípulas de Jesus Cristo, todas as mulheres da Igreja têm a responsabilidade de conhecer e defender os papéis divinos da mulher, que incluem o de esposa, mãe, filha, irmã, tia e amiga. Elas permanecem firmes e inamovíveis na fé, na família e no socorro aos necessitados. As mulheres participam de conselhos que supervisionam as atividades de congregações do mundo inteiro. Por natureza divina, também têm maior dom e responsabilidade pelo lar e pelos filhos, nutrindo-os em casa e em outras circunstâncias.” (Ver Tópicos do Evangelho).
As Mulheres da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias pertencem à Sociedade de Socorro e servem nessa organização. As mulheres também servem e lideram na organização da Moças, para jovens de doze a dezoito anos, e na organização da Primária, para crianças de dezoito meses a onze anos. As mulheres também dão aulas na Escola Dominical. As mulheres têm a oportunidade de orar nas reuniões da Igreja e de falar em reuniões locais e gerais da Igreja.
Os profetas dos últimos dias e os líderes gerais da Igreja estiveram atentos ao movimento feminista, e as benefícios e malefícios que ele trouxe a família humana. Reunimos algumas de suas declarações abaixo:

O Presidente Ezra Taft Benson disse:

“Uma das conseqüências evidentes do movimento feminista é a sensação de descontetamento que se criou entre as jovens que escolheram o papel de esposa e mãe. Com frequência, elas são levadas a crer que existem papéis mais emocionantes e satisfatórios para a mulher além dos afazeres domésticos, a troca de fraldas e o chamado dos filhos pela mãe. Essa visão não inclui a perspectiva eterna de que Deus elegeu as mulheres para o nobre papel de mãe e que a exaltação significa um pai e uma mãe eternos. (‘To the Elect Women of the Kingdom of God’, Dedicação da Sociedade de Socorro de Nauvoo Illinois, 30 de junho de 1978.)” (Teachings of Ezra Taft Benson, p. 548.)

Uma das Declarações mais importantes sobre as mulheres e seus papel é a Proclamação da Família. Em 1995, a Primeira Presidência e o Quórum dos Doze Apóstolos publicaram “A Família—Proclamação ao Mundo”, que é uma reafirmação de doutrinas e práticas que os profetas têm repetidamente defendido no decorrer da história da Igreja. Ela contém princípios que são essenciais para a felicidade e o bem-estar de toda a família.

Lá é mencionado que “O sexo (masculino ou feminino) é uma característica essencial da identidade e do propósito pré-mortal, mortal e eterno de cada um.” Além disso, a Proclamação deixa claro a importância de casar-se e gerar filhos: “O primeiro mandamento dado a Adão e Eva por Deus referia-se ao potencial de tornarem-se pais, na condição de marido e mulher. Declaramos que o mandamento dado por Deus a Seus filhos, de multiplicarem-se e encherem a Terra, continua em vigor. Declaramos também que Deus ordenou que os poderes sagrados de procriação sejam empregados somente entre homem e mulher, legalmente casados. (…) A família foi ordenada por Deus. O casamento entre o homem e a mulher é essencial para Seu plano eterno. Os filhos têm o direito de nascer dentro dos laços do matrimônio e de ser criados por pai e mãe que honrem os votos matrimoniais com total fidelidade. (…) Segundo o modelo divino, o pai deve presidir a família com amor e retidão, tendo a responsabilidade de atender às necessidades de seus familiares e de protegê-los. A responsabilidade primordial da mãe é cuidar dos filhos. Nessas atribuições sagradas, o pai e a mãe têm a obrigação de ajudar-se mutuamente, como parceiros iguais. Enfermidades, falecimentos ou outras circunstâncias podem exigir adaptações específicas. Outros parentes devem oferecer ajuda quando necessário.”

 Irmã Patricia T. Holland, esposa do Elder Jeffrey R. Holland, deu um ótimo sermão.

Sinto-me muito grata pela maior consciência que o movimento feminista deu a um princípio que temos desde a época da Mãe Eva e antes disso: o princípio do arbítrio, o direito de escolha. Mas um dos efeitos colaterais mais infelizes que enfrentamos com respeito à questão do arbítrio é que, devido à crescente diversidade de estilos de vida para as mulheres de hoje, parecemos cada vez mais incertas e inseguras umas com as outras. Não estamos nos aproximando, mas, sim, nos afastando daquele senso de comunidade e irmandade que nos susteve e nos deu forças por tantas gerações. Parece haver um aumento de competitividade e um declínio de nossa generosidade de umas para com as outras. (…)Se eu fosse Satanás e quisesse destruir uma sociedade, creio que lançaria um ataque frontal contra as mulheres. Eu tentaria fazer com que ficassem tão atormentadas e distraídas que jamais encontrariam a força tranquilizadora e a serenidade que sempre foram uma característica de seu sexo.

Satanás fez exatamente isso, apanhando-nos na difícil situação de procurar ser super-humanas, em vez de esforçar-nos para alcançar nosso potencial único e divino dentro dessa diversidade. Ele nos provoca, dizendo que se não temos tudo—fama, fortuna, família, diversão, tudo isso o tempo todo—então fomos privadas de nossos direitos e somos cidadãs de segunda classe na corrida da vida. Estamos enfrentando dificuldades como mulheres, como famílias e como sociedade. As drogas, gravidez na adolescência, divórcio, violência familiar e suicídio são alguns dos sempre crescentes efeitos colaterais de nossa tentativa de sermos super-mulheres.” (Irmã Patricia T. Holland, Ex-Integrante da Presidência Geral das Moças, Ensign, outubro de 1987, pp. 26–33)

 

5- CONCLUSÃO

O movimento feminista teve um impacto positivo e negativo ao mesmo tempo. Enquanto trouxe liberdades civis e igualdade para as mulheres, confundiu as pessoas – e distorceu princípios fundamentais do Plano de Deus. (A terceira onda é ridícula, pois despreza até mesmo as vitórias alcançadas pelas feministas do passado). No Evangelho, as mulheres nunca foram cidadãs de segunda categoria, elas sempre estiveram ao lado dos homens como parceiras iguais, mesmo em sociedades patriarcais. Todavia, a responsabilidade de homens e mulheres nunca foi idêntica, e seus papeis nunca foram iguais.
Aqueles que tenham igualar materialmente homens e mulheres precisam ignorar fatos biológicos e psicológicos bem documentados. As maldades cometidas contra as mulheres no passado deve ser reparada, mas não justifica um ativismo irrestrito, pois isso desestabiliza a sociedade. Evidentemente há espaço para melhorar: e homens e mulheres ao compreenderem melhor quem são, como filhos de Deus, serão mais felizes.
Para ler o artigo completo no blog Teologia Mórmon clique aqui.
(Visited 2.205 times, 1 visits today)