No último dia do mês passado, pareceu-me ironicamente apropriado reconhecer que setembro foi o mês nacional da preparação.

Em uma estranha reviravolta do destino, o mundo viu um número alarmante de catástrofes naturais em agosto e setembro que deixaram milhares de pessoas, de Washington até o México, sem abrigo e sem as necessidades básicas. Vimos também uma admirável manifestação de apoio e serviço de inúmeras pessoas e organizações em todo o país.

Vimos bastante voluntários com o colete que é a marca registrada do Projeto Mãos que Ajudam dos Mórmon.

Auxílio Humanitário

O Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é bem conhecida por ser uma das primeiras a entrar em cena quando acontece um desastre. Não conheço nenhuma organização religiosa que enfatiza a preparação e que auxilia o próximo necessitado como a Igreja SUD — mas não sou o primeiro nem serei o último mórmon a admitir que eu poderia fazer muito mais para preparar a mim e minha família para o inesperado.

Criar uma Cultura de Preparação

Brock Long, o recém nomeado diretor da FEMA (Federal Emergency Management Agency – Agência Federal de Gestão de Emergências dos Estados Unidos), disse o seguinte sobre preparação:

“Creio que nos últimos 35 dias os americanos perceberam que não temos uma verdadeira cultura de preparação neste país. E temos muito trabalho a fazer. Para haver conscientização e preparação não basta dizer: ‘Temos três dias de água e alimentos para viagem’. É mais do que isso. É preciso que as pessoas tenham dinheiro para conseguir superar emergências simples. Temos que apertar o botão de reconfigurar e criar uma verdadeira cultura de preparação, começando em uma idade muito jovem e cultivando-a por toda a vida”.

As palavras do Sr. Long ecoam as repetidas advertências dos líderes da Igreja para nos prepararmos para as calamidades que marcam os últimos dias, mencionadas nas escrituras. Em geral, acho que muitos membros da Igreja estão envidando bons esforços para seguir esse conselho (meus sogros tem um dos maiores e melhor organizados armários de armazenamento de alimentos que eu já vi). Mas de acordo com alguns especialistas, esses esforços são às vezes de curta duração ou enfocamos itens errados. Aparentemente, há uma desconexão entre armazenar mantimentos e ter “uma verdadeira cultura de prevenção”.

preparação

Bombeiros combatendo chamas na Ponte Coulee neste verão. Imagem por Johnathan Moor, via wildfiretoday.com.

As Distrações da Vida Moderna

Vivendo com a relativa facilidade e conforto dos tempos modernos, acho que muitos de nós (eu inclusive) ocasionalmente se esquecem de ser vigilante e diligente nos esforços para nos preparar. Creio que isso ocorre em parte devido ao volume de informações disponíveis a nós. Quando sua timeline fica repleta de manchetes sobre protestos e tumultos, genocídios, várias guerras, ataques cibernéticos, corrupção política, colapso econômico, escassez de água e fome e catástrofes naturais, muita coisa começa a perder o seu valor de choque.

A outra parte é devido à nossa própria distração. Sei que não sou a única a descobrir, depois de refletir, que tenho sido “indolente” — sem a intenção de ser. A maioria de nós deixa de fazer as coisas que deveríamos porque procrastinamos, não porque desacreditamos o que aprendemos. As necessidades imediatas (ou desejos) são a distração perfeita das necessidades a longo prazo.

Os acontecimentos recentes nos dão um amplo lembrete da importância da preparação — para todos os tipos de calamidades. A página da Igreja de preparação para emergências fornece links para vários recursos — escrituras, ensinamentos das autoridades gerais e guias para coleta de armazenamento de alimentos, gerir as finanças e evitar dívidas e aumentar a autoconfiança.

Calamidades Espirituais

Vivendo nos últimos dias, entendemos que as maiores calamidades que enfrentaremos neste mundo são espirituais. Com maior frequência do que vejo desastres naturais vejo amigos e conhecidos que não nutrem o testemunho e se afastam da Igreja. Depois de todo o planejamento físico pudermos fazer, o Élder James J. Hamula diz que “não há preparação mais essencial para o grande dia do Senhor, do que dar ouvidos ao chamado [do Salvador] para se arrepender e ser santificados” (Mandamentos, Calamidades e a Segunda Vinda).

Sabemos que as coisas não serão mais fáceis com a aproximação da Segunda Vinda. Acho que falo por muitos quando digo que, quando chegar a hora, quero estar preparada para tudo o que pode acontecer. Se fizermos a preparação necessária, “não temeremos” (Doutrina e Convênios 38:30). Não só porque temos cobertores de emergência, mas porque temos o Senhor ao nosso lado também.

Escrito por Holly Black e traduzido por Luciana Fiallo Alves

Fonte: mormonhub.com

 

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