Clichê, mas muito verdadeiro. Para as mulheres da Igreja que serviram uma missão de tempo integral, o tempo que passaram servindo foram os melhores meses de suas vidas.

No dia 1º de Maio, fez 120 anos que o trabalho missionário começou a ser feito também por mulheres. A Igreja foi restaurada e organizada formalmente em 6 de Abril de 1830, ou seja, 188 anos atrás e então, em 1898 o trabalho que antes era feito apenas por homens, passou a ser feito por mulheres também.

Antes de 1898, as mulheres compartilhavam o evangelho informalmente com amigos e familiares e ocasionalmente acompanhavam seus maridos em missões. Na conferência geral de abril de 1898, George Q. Cannon, da Primeira Presidência da Igreja, anunciou que as mulheres poderiam agora ser chamadas para servir como missionárias. Ele notou os esforços das mulheres que defenderam publicamente a Igreja contra os rumores anti-mórmons sobre a condição das mulheres mórmons. O novo vídeo, intitulado “This Grand Opportunity”, conta a história de uma dessas mulheres, Elizabeth McCune. Para acessar o vídeo, clique aqui:

(Tradução para o Português pode ser adicionada ao clicar em configurações)

Mulheres como Elizabeth McCune e Emma Pyper foram fundamentais para ajudar os líderes da Igreja a imaginar um lugar para as mulheres no campo missionário”, afirma Matthew McBride, do Departamento de História da Igreja. McCune falou em várias reuniões da Igreja na Inglaterra com tanto sucesso que a presidência da missão escreveu uma carta ao Presidente da Igreja, Wilford Woodruff, solicitando missionárias. A Primeira Presidência revisou a carta em 11 de março de 1898 e tomou a decisão marcante de chamar  imediatamente as irmãs.

As primeiras jovens missionárias – Inez Knight e Jennie Brimhall – partiram apenas algumas semanas depois. Eles serviram na Inglaterra e fizeram um trabalho semelhante ao realizado por McCune. Este foi o começo de uma tradição que continua até hoje. Mais de 20.000 missionárias estão servindo atualmente, graças a um anúncio feito em Outubro de 2012, pelo então Presidente da Igreja Thomas S. Monson permitindo que as mulheres pudessem servir a partir dos 19 anos em vez de 21 como anteriormente era feito.

E de forma semelhante a essas irmãs pioneiras, as missionárias atualmente continuam fazendo um maravilhoso trabalho, onde quer que elas se encontrem.

Bárbara Santana é de Abreu e Lima, Pernambuco e ela serviu na Missão Brasil Juiz de Fora de 2014 a 2015. Assim como outras missionárias, ela também não tinha um grande desejo de servir até ver as mudanças que a mudança faz na vida daqueles que servem e daqueles que conhecem o Evangelho por seu intermédio. Ao falar como foi sua experiência missionária, Bárbara diz:

Eu diria que foi maravilhoso, alguns momentos foram mágicos e totalmente impossíveis se não fosse a mão do Senhor, outros foram duros e difíceis mas serviram pro aprendizado. Aprendi no CTM com a Sister Swenze (esposa do presidente do CTM na época) que a missão é como um roseiral, de fora são só rosas, você entra e percebe que tem alguns espinhos mas quando consegue passar por eles e olha pra trás você só vê e dá ainda mais valor a beleza das rosas. Meu roseiral é a Missão Juiz de Fora”.

Ashley Brown, é do Texas nos EUA e ela serviu na Missão Brasil Campinas de Junho de 2015 a Dezembro de 2016 e ela diz:

“As bênçãos do Evangelho são as oportunidades das nossas vidas. Poder compartilhar essas verdades com alguém, pode mudar e realmente mudam sua vida. A missão é um jeito pelo qual o Senhor pode dizer que sempre está por perto para um filho perdido ou triste”.

Jessika Lima, é de Macéio, Alagoas e ela serviu na Missão Brasil Juiz de Fora de 2013 a 2015. Diferentemente de outras mulheres que serviram missão, ela nunca teve o desejo de servir até o anúncio da mudança de idade para servir. Quando o Presidente Monson anunciou que a idade de servir mudou, ela sentiu que deveria ir. Para ela, os melhores 18 meses de usa vida se resumiriam em 4 palavras: aprendizado,fé, amor e gratidão.

Ao contrário de muitas missionárias que tiveram um tempo bom ao se prepararem, o processo de ir para a missão não foi tão fácil para Dalvelise. Dalvelise é de Campo Belo-MG e serviu a Missão Brasil São Paulo Oeste de 2013 a 2015. Ela disse:

“Minha família toda se batizou, exceto meu pai que tem outra religião, mas ficaram inativos após 8 meses. Quando decidi ir para a missão, ninguém da minha família me apoiou. Disseram que se eu fosse para a missão, nunca mais teria notícias suas, o que eles cumpriram por uns meses. Chorei muitas vezes antes de ir para a missão, mas meus amigos do Ramo Campo Belo me apoiaram, me incentivaram, me amaram e cuidaram de mim emocionalmente e espiritualmente”.  

Ao pensar em sua missão e na dúvida que pode surgir entre servir ou não servir, ela diz:

“Se a dúvida surgiu é porque em algum momento você teve o desejo. Então basta decidir e perguntar ao Senhor se ele concorda.Apenas decida e apresente sua vontade ao Senhor. Sei que Ele sempre nos mostrará o melhor caminho a seguir”.

Anna Ferreira serviu também na Missão Brasil Juiz de Fora, de 2014 a 2015. Ela é de Porto Alegre,no Rio Grande do Sul. Para ela, a decisão de servir uma missão, não veio de um dia para o outro.

“Eu decidi após ponderar sobre minha vida, com bastante oração, jejum e leitura frequente da minha bênção patriarcal”.   Ao falar para àquelas que não decidiram se vão ou não servir uma missão, ela aconselha: “Ore, jejue e leia sua bênção patriarcal. Eu demorei alguns meses até ter a certeza de que eu queria ir e não foi uma decisão fácil. Se você tem a oportunidade de sair com os missionários, aproveite! Isso vai ajudar muito quando estiver no campo missionário”.

As histórias são diferentes, os processos são diferentes, mas os sentimentos são semelhantes: foram os melhores 18 meses na vida de cada jovem missionária.

Nessa mês especial, gostaríamos de reconhecer o trabalho excepcional que cada jovem fez e faz, através do trabalho missionário. Somos gratos por seus esforços e onde quer que elas se encontrem agora, que possam sentir o amor e o cuidado de nosso Salvador.

Notas:

Todas as fotos e opiniões aqui expressas estão sendo utilizadas com autorização.

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