“Se já foi demonstrado que eu estaria disposto a morrer por um “Mórmon”, tenho a ousadia de declarar perante o Céu que estou igualmente disposto a morrer em defesa dos direitos de um Presbiteriano, Batista, ou de um homem bom de qualquer outra denominação religiosa; pois o mesmo princípio que pisasse os direitos dos Santos dos Últimos Dias iria pisar os direitos dos Católicos Romanos, ou de qualquer outra denominação que possa ser impopular e demasiado fraca para se defender por si mesma. É o amor pela liberdade que inspira a minha alma – liberdade civil e religiosa para a totalidade da raça humana.”

– Joseph Smith, 1841

Este artigo foi escrito em inglês no site Faith Counts por Crystalee Beck, que apesar de sua fé cristã, encontrou respeito e aprendizado nos registros de Buda:

Aproximadamente 500 anos antes do nascimento de Cristo, um homem chamado Siddhãrtha Gautama nasceu na Índia antiga. Na época de sua morte, ele deixou uma comunidade de seguidores que estavam comprometidos a seguir suas palavras e renunciar prazeres mundanos para atingir a iluminação. Atualmente, este homem, conhecido como Buda, é reconhecido como o fundador do Budismo, a quarta maior religião do mundo.

Quando Buda faleceu, ele não deixou seus seguidores sem um plano a se seguir. Na verdade, ele passou 45 anos de sua vida viajando de forma constante, ensinando um grupo diverso de pessoas sobre o Caminho do Meio, um caminho para a liberação que evita os extremos tanto da indulgência sensual quanto a mortificação.

Após seu falecimento, 500 seguidores foram selecionados para compilar os ensinamentos de Buda.

Nos 500 anos seguintes, os ensinamentos de Buda foram transmitidos oralmente, recitados e passados de monge a monge. Eventualmente, os ensinamentos de Buda, chamado de Dharma, foram compilados em forma escrita. Por causa da transmissão de seus ensinamentos em toda a Ásia e centenas de idiomas, diferentes versões de escrituras existem dentro da religião Budista nos dias de hoje.

O cânon básico de escrituras budistas é chamado de Tripitaka, que significa cestos. Os três “cestos” de escrituras são:

1) as regras monásticas para monges

2) os ensinamentos e sermões, ou sutras, de Buda

3) doutrina especial, que inclui interpretações escolares dos ensinamentos do Buda.

Dentro do segundo cesto do Tripitaka há uma seção popular e amplamente lida chamada Dhammapada , que oferece uma ampla seleção dos ensinamentos de Buda em forma de verso. É esta seção dos textos budistas que escolhi explorar em minha própria jornada para descobrir mais sobre a fé budista. Enquanto o Dhammapada oferece lições significativas para aqueles educados nas complexidades do budismo, também é simples o suficiente para servir como a introdução perfeita à filosofia budista para um novato como eu.

Ao ler as palavras de Buda, fiquei impressionado com a quantidade de ensinamentos do Buda que ressoaram comigo e com a minha própria fé cristã. Eu encontrei-me apressando-me para copiar versículos que achei particularmente inspiradores. Ao analisar o que eu havia estudado, encontrei dois ensinamentos principais:

Primeiro

Uma ênfase em viver uma vida moral. Semelhante aos dez mandamentos cristãos, o budismo é governado por cinco regras básicas: Não mate, não roube, não cometa adultério, não minta e não use substâncias intoxicantes. O Dhammapada lembra aos leitores, uma e outra vez, que viver uma vida moral é essencial para a felicidade e dá dicas sobre como viver moralmente.

“Tal como um cavalo puro-sangue tocado pelo chicote,

sê diligente, cheio de vontade espiritual. Pela fé e pureza moral,

pelo esforço e pela meditação, pela investigação da verdade, por

ser rico em conhecimento e virtude, e por ser consciente, destrói

este sofrimento ilimitado.” (Dhammapada 144)

 

Fala a verdade; não te rendas à ira; quando te pedem,

dá mesmo que tenhas pouco. Por estes três meios se pode chegar

à presença dos deuses. (Dhammapada 244)

 

Bom é ter virtude até ao final da vida, bom é ter fé que se

mantém firme, bom é a aquisição de sabedoria, e bom é evitar o mal. (Dhammapada 333)

Segundo

Admoestações constantes sobre o valor da autodisciplina e do autodomínio. Um princípio central do budismo é abster-se dos prazeres e anseios físicos, a fim de alcançar a felicidade suprema e a libertação da tristeza. Embora eu tire muita alegria nos prazeres simples da vida, também aprendi que renunciar às coisas que não preciso (como o açúcar, por exemplo!) pode me aproximar dos meus objetivos. As palavras de Buda lembraram-me de que, ao renunciar a meus desejos, pode ser difícil, mas meu trabalho duro me isolará das decepções:

Embora se possa conquistar mil homens mil vezes em

batalha, contudo aquele que se vence a si mesmo é sem dúvida o

mais nobre dos vencedores. (Dhammapada 103)

 

Com esforço e diligência, disciplina e auto-domínio,

deixai o sábio criar para si uma ilha que dilúvio nenhum possa

invadir (Dhammapada 25)

Como com qualquer texto religioso, não basta que os seguidores do budismo leiam as palavras do Buda uma única vez. Seus ensinamentos, o Dharma, devem ser lidos repetidas vezes. Eu espero voltar a ler as palavras do Buda como fonte de paz e inspiração contínua na minha própria vida.

É verdade que cada um de nós deve seguir nossos próprios caminhos através da vida. Mas vejo as palavras de professores sábios como o Buda e meu próprio Salvador como um convite para traçar os caminhos bem-trilhados daqueles que vieram antes de mim. Devo fazer o meu próprio caminho – mas não tenho que fazê-lo sozinho.

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